Novo sistema de locação de filmes também no Brasil
Publicado por Jonathan Benarrós em 27 Set 2007 | sob: Cinema

Sistemas de locação de filmes já estão mudando a sua postura diante a pirataria e a facilidade de encontrar filmes disponíveis para downloads na internet.
Desde 1999, a norte-americana Netflix revolucionou a locação de DVDs nos Estados Unidos conquistando mais de 4 milhões de assinantes. Isso porque ela permite que você pode alugue DVDs em casa por tempo indeterminado e sem multa.
Aqui no Brasil já existem a NetMovies, Pipoca Online e a Videoflix, que funcionam com o mesmo sistema de locação. O usuário paga uma taxa mensal e por meio de pedidos pela internet, os DVDs são entregues por portadores na residência do cliente, sem cobrança de taxas de entrega e com o direito de ficar com o filme quanto tempo quiser, isento de multas por atraso.
A NetMovies traz ainda alguns diferenciais do sistema das locadoras comuns, como por exemplo, se o cliente não encontra o DVD desejado no site, pode comunicar a locadora, que providenciará o título, desde que esteja disponível no mercado brasileiro.
A grande cadeia BlockBuster está tendo que se adaptar a este modelo e começa a seguir a mesma idéia, flexibilizando as entregas dos filmes e abrindo novos planos de pagamento. E de olho no futuro, a mesma empresa está negociando a venda de download de filmes, cujo faturamento deve alcançar 1 bilhão de dólares no ano de 2009, segundo o presidente-executivo da companhia norte-americana, John Antioco. Os empecilhos para o sistema são a dificuldade de montagem de acervo com filmes de alta definição e baixa velocidade da Internet banda larga, que ainda atinge a maioria da população em que a locadora atua.
Segundo a consultoria Adams Media Research, em 2006 foram gastos nos Estados Unidos cerca de 28 milhões de dólares entre compra, aluguel e assinatura de serviços de vídeo pela internet. A projeção para este ano é que esse valor quintuplique. Em 2011, deverá chegar à casa dos 3 bilhões de dólares. O número parece baixo se comparado aos 16,5 bilhões de dólares que se faturou com os DVDs nos Estados Unidos no ano passado, mas a tendência a médio prazo é que essa vendagem fique estagnada.
Mas será que com programas P2P, TV digital, bons programas de compressão de DVD como o DivX e Xvid e a alta velocidade de banda larga, este novo sistema tende acabar? É uma ideia que deu certo nos EUA e está começando no Brasil, mas não se pode fechar os olhos para essas constantes e grandes transformações. Essa história ainda dará um filme.
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