Outubro 2007

Arquivo Mensal

Crowd Gaming - cinema, game e muita interatividade

Publicado por Jonathan Benarrós em 30 Out 2007 | sob: Games, Cinema, Publicidade, interatividade

movie - movie

A interatividade chegou aos cinemas muito mais envolvente. Depois de ações com bluetooth agora a novidade é o Crowd Gaming. Nesta novidade basta usar os braços para se divertir antes da principal diversão, o filme. A tecnologia é parecida com a do Wii, um sensor de movimentos nas salas de cinema permiti que todos os espectadores joguem juntos um game na grande tela do cinema, usando seus corpos como um joystick.

O portal de notícias MSNBC.com foi quem inaugurou nos EUA este novo formato publicitário. Inspirado no clássico “Breakout” do Atari, foi criado o “Newsbreaker”, um jogo onde as pessoas das salas de cinema têem que trabalhar em equipe para quebrar a parede de tijolos que contem as notícias em tempo real do MSNBC.com. A movimentação coletiva dos corpos para esquerda e para a direita determina a posição da plataforma que joga a bolinha em direção dos tijolos. A idéia foi um sucesso.

Quem também fez uso desta novidade foi a marca sueca Volvo que apresentou ao público o novo carro XC70 nos cinemas da Inglaterra. Desta vez os espectadores eram convidados a mexer seus braços para controlar a direção do carro. O objetivo do jogo era driblar os obstáculos, pegar itens e ganhar pontos. Até aí um jogo normal. O interessante foi a disputa entre 12 cidades que jogavam simultaneamente e que podiam acompanhar o placar com a pontuação de cada uma em tempo real.

O “Crowd Gaming” estimula uma interação coletiva e cria uma experiência de entretenimento que envolve os espectadores com a marca. As primeiras experiêcias com o advergame “Newsbreaker” geraram muito entusiasmo entre os participantes e um recall de 73% para a marca MSNBC.com. Será que é esse caminho que o formato para cinema está caminhando? Só sei que me deu vontade de jogar.

Veja os vídeos das duas campanhas:

Chamadas grátis em troca de publicidade

Publicado por Jonathan Benarrós em 18 Out 2007 | sob: Mobile, Tendências, Publicidade

blyk - blyk

Em setembro deste ano surgiu na Inglaterra um novo conceito de empresa de telefonia. Quem é responsável pela novidade é a Blyk, que oferece chamadas grátis para os jovens em troca de mensagens publicitárias.

Mas como funciona isso? É simples. Jovens entre 16 a 24 anos recebem um convite para receber grátis um chip da Blyk que dá direito a 217 SMS e 43 minutos de ligação por mês gratuitos. Isso porque os anunciantes, que estão interessados nesse público, enviam pelo menos 6 mensagens publicitárias por dia. O legal é que são os próprios usuários que escolhem o tipo de mensagens que gostariam de receber.

Para não dar tiros n´água, a empresa só envia convites aos usuários que possuem aparelhos aptos a receber mensagens com fotos, ou seja, perfeito para anúncios com fotos e cores. A Blyk já conta com 45 anunciantes como: McDonalds, Coca Cola, SonyBMG, Borders Books, Adidas e Disney.

Estão surgindo cada vez mais ideias com esta. Uma empresa japonesa por exemplo, deixa disponível um máquina de xerox para os alunos, de diversas universidade, tirarem cópias a vontade. Mas adivinha o que tem atrás das folhas de papel? Exatamente o que pensou.

A publicidade está fazendo uma troca com seus consumidores e cada vez mais vamos ouvir falar de serviços como este. Funciona mais ou menos como aquela canetinha, com a marca impressa, que a gente ganha de brinde, mas não dá muito bola. A diferença que este é muito mais elaborado, maior e criativo e oferece serviços que o público realmente dá importância. Será que esse pode ser o futuro de empresas como a telefonia e da publicidade? Só sei que gosto da ideia onde todo mundo sai ganhando.

A mídia social dos seus sonhos, de consumo.

Publicado por Ricardo Dolla em 16 Out 2007 | sob: internet

neighborhoods - neighborhoods

Hoje em dia só tem uma coisa capaz de juntar mais gente que evento de graça na praia de Copacabana. E essa coisa atende pelo nome de IPhone, o moderno celular da Apple. Foi apostando no poder dos sonhos de consumo que o Ebay resolveu lançar umas das mais espertas mídias sociais que vi nos últimos tempos, o Ebay Neighborhoods. Esperta porque vai direto ao ponto, ou seja: vender. A lógica é a seguinte: se você quer saber a respeito de um produto tudo que tem a fazer é entrar na comunidade relacionada a ele, ler os posts, discutir, tirar suas dúvidas e finalmente chegar à conclusão, se quer ou não, adquirir a belezoca. Agora, tudo que precisa ser feito é dar um clique e um lance no produto desejado, economizando tempo e alguns “dáblius” na barra de navegação do seu browser. Além de funcional e prático, o Ebay Neighborhoods também é bem bonito e amistoso, o que faz da experiência de navegação outro atrativo do serviço.

Fico com a impressão que se o site popularizar, vai servir como um excelente canal a ser explorado, não só pelos vendedores tradicionais do EBay, mas também para os fabricantes. Afinal, é bem mais fácil convencer alguém quando já existe o interesse, lição que se aprende ouvindo diversos “nãos” na noitada.

Widget - a pequena ferramenta com um grande potencial

Publicado por Jonathan Benarrós em 11 Out 2007 | sob: Tendências, internet, Conteúdo, web 2.0

trendwidget - trendwidget

Widget é uma pequena aplicação ou janela que pode ser instalada no desktop, site ou blog que você pode manter-se informado sem precisar visitar o site que está por trás daquele conteúdo. Alguns mostram a previsão do tempo, informação de trânsito, preços de combustível, outros incorporam rádio, jogos e fotos. Há os que atualizam notícias de jornais e blogs do interesse do usuário. Para blogs já existe os que fornecem informações sobre os seus visitantes e outros com a possibilidade de incluir banners e produtos de e-commerce.

Algumas empresa já estão usando essa nova tendência. A Reebok por exemplo, já possui um widget chamado “Shoe Fight” onde a pessoa pode desenhar o seu tênis personalizado e depois colocá-lo no próprio site. Já a Adidas oferece um para ajudar o consumidor a escolher o tênis perfeito. No Brasil a cerveja Sol disponibiliza no seu widget conteúdo referente a meterologia e informações de trânsito.

O Google também não poderia ficar de fora. Criou um programa para atrair criadores de widgets no qual serão remunerados por criação. Eles também estão testando os chamados Gadget Ads, que permite os anunciantes tornarem seu formato estático em um conjunto de widgets com vídeos, animação, e notícias em tempo real.

Um dos grandes desafios para os anunciantes é como ser relevante suficientemente para que o usuário instale o widget que está oferecendo. Se conseguirem isso, ponto para o anunciante! Entrou na vida, no dia-a-dia do seu público.

Os widgets poderão provocar grandes mudanças na publicidade online por fornecem um novo canal de conteúdo, publicidade, relacionamento e comércio eletrônico. Alguns já falam que já faz parte da chamada web 3.0, mas acho ainda cedo para definições. O que importa que é um bom caminho para a terceira era da internet e um ótimo investimento para os anunciantes.

Mídia exterior digital, além de interativa, também será plataforma de conteúdo?

Publicado por José Maria Granado em 08 Out 2007 | sob: Tendências, Vídeo, Tv Digital, Mídia Exterior, Conteúdo

DigitalSignage - DigitalSignage

Li essa semana no Blue Bus uma excelente coluna da Paula Rizzo, falando sobre a mídia exterior, que será cada vez mais interativa. (leia aqui)

Sem sombra de dúvida, mais que uma tendência, a interatividade com a mídia exterior já é realidade em vários países, mas ainda engatinha no Brasil. Vale a pena ressaltar que esta não é uma tendência apenas existente na mídia exterior, e sim e todas as mídias digitais, não importam onde estejam. Shopping, aeroporto, bares, casas noturnas… A mídia digital invadiu todos os espaços, e a interatividade foi junto…

A interatividade agrega muito valor a comunicação das marcas. No entanto, mais que interatividade, algo que eu venho suspeitando seriamente que venha a acontecer, assim como já acontece em ambientes fechados, é transformação de espaços digitais de mídia exterior em plataformas de conteúdo. Por dois motivos: o primeiro é porque, sob a ótima do anunciante, transforma publicidade em conteúdo, aumentando a relevância da mensagem. O segundo porque, sob a ótica do veículo, venda de conteúdo é muito mais vantajosa financeiramente.

Contem o tempo, não sei ainda quando, mas veremos nos próximos anos uma série de pequenos programas sendo exibidos em plataformas digitais. Onde estiver o dinheiro, estará o programa. Aí é só seguir o raciocínio básico: programas de finanças, esportes, femininos, automobilísicos e assim por diante…

E já que mídia exterior é mídia de massa, um outro assunto no qual vale a pena tocar é: será que com essas brigas entre as emissoras de tv aberta, alguma vai brigar para comprar empresas de mídia exterior, fazendo com que pequenas parcelas de seus programas passem na programação e ganhem espaço na mente do grande público?

É algo a se pensar, mas acho que isso já é assunto para um próximo post…

Da www para a esquina mais perto

Publicado por Ricardo Dolla em 06 Out 2007 | sob: Tendências, web 2.0

theadless - theadless

Nada mais normal do que um negócio tradicional ir parar na internet. Já o caminho inverso é um pouquinho mais raro. A necessidade de funcionários, estrutura física e mais alguns custos fixos adicionais podem assustar alguns empreendedores on-line, ainda mais quando o negócio vai “muito bem, obrigado” só na internet.

Um dos casos de “loja que saiu da URL e foi parar num CEP” que mais me chamou a atenção nos últimos dias foi o da Threadless. Uma loja, até então virtual, que comercializa camisetas com estampas “design based” /moderninha de modo colaborativo. Ou seja, o usuário envia a estampa e se aprovada, é produzida e vai pro site, assim os dois lados saem sempre ganhando. A coisa cresceu de uma maneira que no final de setembro, a Skinnycorp, empresa por trás da Threadless resolveu abrir um loja física em Chicago. Mas não foi só pegar um imóvel, contratar uns paguás, colocar os produtos na vitrine e esperar que caixa registradora começasse a tilintar. Muito pelo contrário, eles recriaram na loja real a bem sucedida loja on-line. Cada estampa tem sua prateleira e em cima de cada uma delas existe um monitor LCD com fotos, notas e comentários de usuários sobre a camiseta em questão. Espalhados pela loja, os manequins exibem também um monitor de LCD no lugar da cabeça exibindo nada mais nada menos que o seu rosto, um jeito sutil de dizer que aquela camisa vai ficar ótima em você. Tudo isso feito dentro de um loja-conceito cheia de modernices.

Os gastos extras de uma empresa para fazer o movimento virtual-real não é somente pirotecnia desnecessária, mas sim uma demonstração que ela entende mais do que ninguém do seu negócio: comunidade, interesses em comum, interatividade e outras palavras-chaves que em breve serão tão chavão nas empresas quanto sinergia.

Tornar os negócios virtuais em reais (sem trocadilho aqui, por favor) está ficando cada dia mais tentador e lucrativo. Sempre que vejo anúncio do Submarino na revista e no jornal fico pensando: “Ih! Te cuida Casas Bahia!”

A publicidade de olho nos vídeos online

Publicado por Jonathan Benarrós em 05 Out 2007 | sob: internet, Vídeo, Tv Digital

brandfame - brandfame

A empresa Brandfame está oferecendo um novo serviço chamado “product placement”. A empresa conecta os produtores de vídeos amadores com anunciantes para possam ter suas marcas integradas a vídeos com potencial de viralização.

Funciona assim: os anunciantes indicam uma série de produtos que gostariam de anunciar nos vídeos e podem também procurar pelos vídeos já postados. Já os produtores também indicam quais produtos que gostariam de trabalhar, e podem procurar anunciantes para se oferecer para trabalhar para eles. É um “Par Perfeito” entre produtores e anunciantes.

O YouTube também está trazendo algumas novidades. Uma é a publicação de Adsense em cima do player do vídeo. A outra é um novo formato semi-transparente que aparece na parte inferior do vídeo. A peça surge depois que um vídeo roda por 15 segundos e desaparece depois de 10 segundos caso o espectador não clique nele. Se o usuário optar por assistir ao anúncio, o vídeo principal fica pausado até que o comercial termine. O YouTube planeja vender os anúncios apenas em vídeos de seus parceiros de conteúdo, que receberão parte da receita do comercial. Até o momento, o YouTube estabeleceu acordos de compartilhamento de receitas com mais de 50 destes parceiros.

Algumas redes de televisão americanas já estão percebendo o fenômeno dos vídeos online e começam a oferecer seu conteúdo online, em parceria com grandes sites ou mesmo em seus próprios sites. Uma pesquisa publicada na BBC inglesa mostra que 43% dos usuários britânicos asisstem vídeos online pelo menos uma vez por semana. Deste grupo, 54% dedica o mesmo tempo a conteúdo visto na net e na TV convencional.

Os vídeos online já são um dos mais recentes fenômenos a nível mundial e têm vindo a revolucionar a forma de utilização dos media digitais. Já estamos vendo surgirem novos formatos e quem aproveitar esse “boom” pode se dar muito bem.

Messenger ajuda ou atrapalha?

Publicado por José Maria Granado em 04 Out 2007 | sob: Messenger

internetsick - internetsick

Essa semana aconteceu uma coisa engraçada comigo: depois de anos sem conseguir desligar o Messenger durante a labuta, na terça-feira, depois de desesperadamente ver 15 sinais azuis piscando abaixo da tela, respirei fundo e desliguei.

Você não conseguiria imaginar o sentimento nas horas a seguir. Redenção total. É como se eu tivesse exorcizado um demônio. De repente, perdi o contato com a civilização, com a pressão e com os problemas da vida…. O sentimento dura pouco, mas é verdadeiro. Não sei se você já experimentou isso. Não adianta botar ocupado e ausente: tem que desligar e perder o contato.

Não é apenas trabalho: são os amigos, a família, o conhecido do conhecido… Todo mundo fala toda hora pelo Messenger. Todo mundo fala o dia inteiro pelo Messenger. Todo mundo tem um pretexto pra usar o Messenger. Um clique de distância. Um link, uma piada, um video, uma cobrança a um clique de distância. Não que eu não goste. Na verdade grande parte das vezes sou eu mesmo que falo… Mas uma hora você se dá conta que boa parte do seu tempo diário, e o que dirá da vida, é gasto sendo interrompido pelo Messenger…. Fica ali, como um demônio na espreita, pronto para te chamar ou para você usá-lo. E você sem perceber vai ficando estressado sem saber o porquê.

E você precisa concordar comigo: 90% dos assuntos que falamos pelo Messenger são totalmente dispensáveis naquele momento. Duvido muito que falaríamos tanto se tivéssemos que pegar um telefone.

Depois de pensar nisso tudo, a pergunta título deste post me veio a cabeça: Messenger mais ajuda ou atrapalha? Sei que você deve estar pensando: as vezes ajuda, as vezes atrapalha. Ou até mesmo: desliga o Messenger. Mas essa não é a questão. A questão é, precisando estar ligado, que é como ficará na maioria do tempo, ele mais ajuda ou atrapalha? Se tivéssemos que colocar numa balança qual lado venceria?

Google de Ouvido

Publicado por Ricardo Dolla em 03 Out 2007 | sob: Mobile

goog - goog
Se você pensou em se tratar de um concorrente do Iphone, sinto informar mas ainda não foi dessa vez, é quase certo que Gphone virá muito em breve, mas esse não é o tema do meu debut. O assunto em questão é o 1-800-GOOG-411, esse novo serviço do Google é um ótimo exemplo de como olhar pra trás, às vezes, é a melhor maneira de enxergar lá na frente, essa é pra você que vivia questionando o ensino de História no colégio. O serviço nada mais é do que o nosso famoso e tradicional 102 só que “tunado”, ah, e grátis, o que é ainda melhor. Funciona assim: você liga do seu celular para 1-800-4664-411, informa sua localização ou digita o CEP, diz o serviço que quer, escolhe entre as opções informadas e ele já faz a ligação automaticamente e voilá, seu telefone já está chamando. E não é só isso, ou você realmente achou que a turma de Mountain View ia deixar barato? Nada disso, além de tudo, o serviço manda uma mensagem de texto com todas as informações da opção selecionada. E tem mais, se o seu telefone possui internet basta você falar “mapa” (em inglês é claro) e recebe um mapa detalhado daquilo que procurou. Para ser o Google mesmo na palma da sua mão só faltava ter o botão “sinto-me com sorte” e é melhor não duvidar que exista.

Agora imagine a dezena de possibilidades que um serviço como este pode trazer para anunciantes e para o próprio Google (que recria o seu maior seu site mais famoso no ambiente telefônico). E lá vem compra de palavras-chave, venda de anúncios, ações integradas e mais um quinhão de opções que vão surgindo conforme a demanda. Simples e funcional, a cara do Google. E do jeito que minha mãe fala no telefone, se um serviço desses emplaca no Brasil eu fico rico só com o Google Adsense do meu celular.

Assista o filme e veja que além de tudo, ainda tem uma promoção para incentivar o uso da nova tecnologia. Cambio, desligo.

1-800-GOOG-411: Google’s 411 service

O reconhecimento dos festivais

Publicado por Jonathan Benarrós em 02 Out 2007 | sob: Tendências

dove tate - dove tate

Até mesmo os concorridos prêmios de publicidade estão mudando a avaliação do que é criatividade e quanto ela é realmente eficiente. O Festival de Cannes deste ano mostrou muito bem o que está acontecendo.

O vídeo viral Dove Evolution ganhou GrandPrix nas categorias Cyber e Film no festival. O trabalho em causa mostra uma mulher comum, cuja imagem é trabalhada em photoshop até ficar com um aspecto semelhante ao das modelos que ocupam as capas das revistas. No final, a explicação: “No wonder our perception of beauty is distorted”. A surpresa foi uma vídeo feito para internet ganhar na categoria de filmes. Aconteceu que, o sucesso do vídeo viral foi tão grande que optaram por veicular também na Tv. Antes qualquer campanha era pensada primeiramente nas mídias tradicionais e depois adaptada para a internet, o que aconteceu neste caso foi o inverso.

O projeto Tate Tracks foi outro caso que também ganhou prêmio. O One Show premiou esta campanha que tinha como objetivo atrair o público jovem, de 16 a 24 anos para a galeria Tate Modern de Londres. Foram convidados diversos artistas para produzir trilhas sonoras para as obras de arte. Funcionava assim: no primeiro dia de cada mês, uma nova música era apresentada ao público que podia ouvi-la ao lado da obra na qual foi inspirada. As peças da galeria serviram como inspiração para composições musicais exclusivas de Chemical brothers, Klaxons, do guitarrista Graham Coxon do Blur, Roll Deep, entre outras bandas. A idéia é que quem ouvisse a música, tivesse vontade de visitar o museu para descobrir qual obra a inspirou. Além disso, foram colocados totens com fone de ouvido em frente as peças para que os visitantes pudessem ouvir a música no mesmo lugar em que ela se originou. Depois de um mês de exclusividade, as músicas foram disponibilizadas no site Tate Tracks, para que pessoas do mundo inteiro pudessem participar da experiência.

A campanha foi divulgada nas ruas com cartazes e stencils, e o projeto obteve muita mídia espontânea, com ampla cobertura da imprensa. Isso mostra a valorização da integração entre as mídias e do conteúdo como forma de contato com o consumidor. A Tate Modern consegui mostrar que não deve ser vista apenas como uma coleção de obras de arte, mas como local inspirador para criatividade.

Veja o vídeo do projeto:

Tate Tracks

É bom saber que até mesmo os festivais, que reconhecem a boa publicidade, já estão de olho nas tendências e descobriram que a propaganda está muito além de um simples anúncio. O que vai acontecer é não conseguírem mais separar por categorias. Se assim for, estão em um bom caminho.