Novembro 2007
Arquivo Mensal
Arquivo Mensal
Publicado por José Maria Granado em 29 Nov 2007 | sob: Publicidade, Google, Buscadores

Essas vieram apenas no último mês. O que me impressiona muito no Google são as idéias, que por mais numerosas e viajantes que as vezes pareçam, todas fazem muito sentido. São sempre muito pé no chão. E vêm de todos os lados…
1. Bombas de Gasolina
O Google fechou um acordo com uma empresa especializada para produção de bombas de gasolina, instaladas inicialmente em 3500 postos pelos EUA. Cada bomba terá uma conexão Internet e uma tela digital onde o consumidor poderá acessar o Google Maps. O sistema Applause™ permite que sejam consultados os mapas, serviços de vendas online e até a impressão de cupons de desconto. Assim você descobre onde tem a loja que quer, no seu caminho, imprime o mapa, o cupom e já chega lá com a compra encomendada. Fonte: Meio Bit
Será que essa idéia poderia ser adaptada para postos aqui no Brasil, talvez para alguma grande rede?
2. Publicidade contextual fora da internet
Patente registrada no dia 8 de novembro mostra que Google quer personalizar o conteúdo e publicidade em publicações em qualquer formato, inclusive impresso. Isso significa que em um determinado momento poderemos assinar um periódico, como um jornal ou uma revista, e recebê-lo totalmente customizado (das matérias aos anúncios publicitários). Fonte: Meio Bit
Apesar da idéia ser brilhante, acho que existe uma série de complicações, que vão desde produzir revistas customizadas por indivíduo em longa escala, até mesmo saber se realmente existe essa demanda de marcado por revistas com conteúdo personalizado. Quem sinceramente hoje troca a home de algum site que permita que seja feito isso? De qualquer forma, se for de graça, como tudo no Google, aí a coisa vai ficar feia pros jornais e revistas tradicionais. Ainda assim fica difícil imaginar essa conta fechando… Outra questão interessante é: como essa publicidade vai ser cobrada? Clique no anúncio de jornal e revista??
3. Energia Renovável
O Google anunciou que vai investir milhões no desenvolvimento de energias renováveis a partir de fontes como o vento e o sol. A companhia pretende inicialmente gerar energia para suprir suas próprias necessidades e espera poder vender a outros ou licenciar a tecnologia que venha a ser desenvolvida. A iniciativa foi batizada ‘Renewable Energy Cheaper Than Coal’ (Energia Renovavel mais barata que o carvao). Fonte: Blue Bus
4. Quem achava que era um celular, estava enganado. Eles lançaram um sistema operacional.
Todo Mundo esperava um G-Phone para rivalizar com o I-Phone. No entanto, eles lançaram um sistema para canibalizar todos os celulares. O Android, como foi batizado, funciona como um sistema operacional rival dos existentes Symbian e Windows móbile, com a diferença de ser baseado em código aberto. Ou seja, qualquer desenvolvedor poderá criar soluções para aparelhos com o Android instalado. Mais uma vez a lógica é perfeita. Se você lança o sistema e todo mundo usa, controla publicidade e o faturamento com publicidade contextual aumenta ainda mais.
5. Google Gadget Ads – Anúncios mais interativos
Um novo formato para anúncios interativos que ainda está funcionando em Beta para um grupo selecionado de usuários globais do Adwords. Um tipo não tradicional de anúncio com uma capacidade de interatividade muito alta. Não apenas permite que os anunciantes escolham seus públicos de forma versátil e apropriada através de atualizações regulares, mas também permite que os usuários se relacionem com os anúncios de uma forma tão fácil como nunca havia acontecido no passado com os anúncios estáticos.
Será possível incorporar informações atualizadas em tempo real, imagens, vídeos e muito mais em um só anúncio que pode ser desenvolvido utilizando as linguagens Flash, HTML ou uma combinação de ambas. Criado para agir mais como conteúdo do que um típico anúncio, eles são mostrados na rede de conteúdo GoogleT, competindo ao lado de textos, imagens e vídeos por sua localização.
As impressões iniciais enviadas pelos participantes dos testes Beta, incluso aí os anunciantes de grandes marcas, como Honda, Intel, Six Flags, Pepsi-Cola North America e Paramount, foram extremamente positivos. Os anunciantes estão entusiasmados com esta nova solução de marketing que possibilita uma interação maior dos anunciantes com seus públicos-alvos usando para isso conteúdo rico, dinâmico e atraente.
6. AdSense móvel - Publicidade no celular
O Google anunciou a disponibilidade do AdSense for Mobile, um programa que direciona de forma contextual anúncios para conteúdo de websites móveis.
O novo programa permite aos parceiros do AdSense obter receita a partir de seus websites móveis por meio da publicação direcionada de anúncios de texto.
O novo produto está disponível em 13 países: Estados Unidos, Inglaterra, França, Itália, Alemanha, Espanha, Irlanda, Rússia, Holanda, Austrália, Índia, China e Japão.
Publicado por Jonathan Benarrós em 22 Nov 2007 | sob: Tendências

Cada vez mais surgem novos produtos no mercado e muitas vezes não conseguimos saber do que se tratam. Pensando nisso, em Julho deste ano foi lançado no Japão uma loja que dá outra visão no processo de lançamento de novos produtos. Trata-se do Sample Lab, um lugar onde as pessoas podem levar de graça produtos pré-lançados no mercado ou ainda em fase de testes. Elas só precisam de um cadastro e um pagamento anual para se tornarem sócias. Depois disso, podem desfrutar das novidades da loja sem desembolsar mais nenhum tostão. A idéia não é só testar a aceitação do futuro lançamento, mas principalmente obter informações diretas sobre o perfil dos consumidores que comprarão o produto. Funciona assim: os associados pagam uma taxa anual e podem sempre visitar a loja para pegar até 5 itens por dia. Em troca eles respondem uma pesquisa sobre o produto que experimentou.
A Sample Lab é ótima para as empresas que querem expor seus produtos e conseguir um relatório de pesquisa. Apesar de pagarem para estarem ali, ganham grátis a divulgação boca-a-boca através dos consumidores que tiveram uma experiência satisfatória. É bem diferente daquela amostra grátis do supermercado, nessa você fica sabendo direitinho se seu produto é bom ou não.
A experimentação é algo importantíssimo para um produto hoje em dia. Com tanta opção, as empresas não podem simplesmente jogar um produto no mercado e seja o que Deus quiser. Essa loja veio para mostrar como é importante saber onde está pisando antes de ir em frente em qualquer projeto. O mesmo acontece com os produtos de tendência, é extremamente importante entender para onde o consumidor está se direcionando e detectar suas necessidades latentes.
Publicado por José Maria Granado em 12 Nov 2007 | sob: Negócios

Planejo mídias digitais há mais ou menos oito anos. No meio de tanto planejamento, ao fazer alguns pós-vendas de campanhas planejadas através de compra de impressões, não foram poucas as que vi onde os custos por clique pago iam de R$ 0,20 a R$ 200,00. Preste atenção: custo por clique. Imagine o quanto foi pago por cada venda de produto.
Para ficar claro: vamos supor agora que de cada 20 fulaninhos que entraram em um site, direcionados por uma campanha, 1 comprou. E que cada clique custou R$ 10,00. Fazendo uma conta simples, vemos que a empresa pagou R$ 200,00 por cada consumidor. Agora imagine com cliques custando, R$ 50, R$ 100, R$ 200,00 e assim por diante…
Essa é a grande lógica por trás de campanhas de links patrocinados. Pagando em média entre R$ 0,30 e R$ 1,50 o clique, as chances de dispersão de verba minimizam muito. Por outro lado, em campanhas compradas por impressões, elas aumentam, na medida que não existe um compromisso de retorno prático.
Agora eu queria fazer um exercício com você. Porque ao invés de pagarmos de R$ 100,00 a R$ 2.000,00 por cliente adquirido em uma campanha online, não criamos uma campanha promocional onde um produto, quando comprado pela internet, bota essa grana direto no bolso do consumidor, premiando na prática com dinheiro? Será que se você falasse “compre isso e ganhe um desses ótimos produtos” ou “compre isso e ganhe R$ 200,00 pra comprar o presente de natal que quiser” não seria argumento suficiente para destacar um produto de seus concorrentes? Me diga com sinceridade: se você precisasse escolher entre 3 operadoras, com planos muito parecidos e celulares idem, R$ 200,00 no Natal não seriam um argumento bem atraente?
Estou começando a pensar muito nisso. Em formas de criar sites ou programas onde o cliente, ao comprar um produto, receba dinheiro ou ganhe outras coisas atraentes… Agora é só colocar em prática…