Terça, 8 de Abril de 2008
Arquivo Diário
Arquivo Diário
Publicado por Rodrigo Cunha em 08 Abr 2008 | sob: Mobile, Tendências, Publicidade, interatividade, Negócios

Hoje li uma matéria no mínimo inusitada sobre um serviço que a NTT Communications Corp do Japão está testando: baixar fragrâncias de perfumes pelo celular! Isso mesmo.
Pois bem. Deixando de lado as fragrâncias de perfume e assumindo que os japoneses parecem já não ter mais o que inventar, vamos nós agora imaginar o seguinte cenário: pessoas do mundo inteiro possuem a mesma tecnologia em aparelhos celulares muito semelhantes. Certamente, isto significaria o boom definitivo no mercado de mobile marketing.
Muito bem, continue comigo: você acha que, no cenário hipotético citado acima, o tal do mobile marketing alcançaria seu auge nas pequenas telinhas que hoje fazem parte até dos aparelhos mais avançados, como o N95 da Nokia? Muito provável que não. A tela não poderá ser o limite.
Assim como a TV Digital no Brasil, o m-marketing irá se tornar algo muito maior e mais abrangente do que ele é hoje, quando ainda é visto como mídia alternativa, complementar.
Hoje, poucas agências e anunciantes conseguem criar campanhas verdadeiramente impactantes. Muitas dessas ações são criadas somente para testar o canal ou simplesmente para a marca figurar nos celulares e nada mais. Ações efetivas e impactantes existem, mas ainda são poucas, se compararmos ao que poderá acontecer.
A maioria dessas campanhas de m-marketing buscam a interatividade. No entanto, geralmente eles são focadas apenas em uma pessoa, o dono do celular. Agora vamos imaginar um cenário onde o m-marketing não fosse limitado apenas as telinhas de celulares. E se ao invés de apenas acompanharmos dados ou assistirmos a vídeos na telinha, passássemos a projetar essas imagens onde quiséssemos?
Imagine uma ação de m-marketing onde seria necessária a sobreposição da imagem de dois celulares para poder enxergar um código ou algo do gênero? Seria mais atrativo, mais interativo, e muito provavelmente geraria mais resultados para o anunciante.
Mas, até que isso aconteça, ainda há muito para ser explorado na telinha de nossos ordinários celulares. Falta iniciativa e predisposição a testar coisas novas por parte dos anunciantes. Mas, de qualquer forma, já estivemos muito mais longe e aos poucos vamos avançando.
A chegada da Mobile Marketing Association (MMA) ao Brasil, no mês passado, será um um grande avanço neste sentido. A MMA inclusive já estuda uma união com a Associação de Marketing Móvel do Brasil (AMMB) onde seus dirigentes já concordaram que uma única entidade ganharia mais força, e estão em estágio avançado nas conversas para uma possível união, segundo o Meio & Mensagem.
Que assim seja.