Cinema

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Redes Sociais, Diferenças Culturais e Propaganda Online

Publicado por Rodrigo Cunha em 04 Ago 2008 | sob: Cinema, Tendências, internet, Publicidade, Negócios, Tecnologia

Quando falamos em redes sociais pelo mundo, todo mundo lembra da MySpace e Facebook. Mas não é assim em todos os lugares. No Brasil, o Orkut lidera com folga o ranking de redes sociais.

No Japão, um gráfico revelado através do Google Trends, publicado pelo blog de tendências e startups baseadas no modelo Web 2.0, o excelente TechCrunch, mostra que nem MySpace, nem Facebook e, muito menos o nosso querido Orkut fazem sucesso por lá.

O lançamento de serviços na Web é semelhante a serviços offline: o sucesso deles depende muito de questões culturais. Isso talvez explique o fato de o Google não emplacar na China e em outros países.

No Japão, a rede social com a maior audiência e número de usuários cadastrados é o MIXI. Um fato que me chamou bastante a atenção foi a home do site.

Lá há a possibilidade de compar um espaço publicitário para divulgar produtos, filmes, entre outros. Funciona como uma espécie de Outdoor online.

No momento, a home do MIXI está veiculando uma peça de Batman, o Cavaleiro das Trevas, que estreará por lá somente no próximo Sábado, dia 9.

Fico imaginando quanto paga um anunciante para anunciar com exclusividade na home da maior rede social de um país.

Cinema, TV e Publicidade na Internet: Tudo ao mesmo tempo AGORA!

Publicado por Rodrigo Cunha em 19 Jun 2008 | sob: Cinema, Tendências, internet, Vídeo, Tv Digital, Conteúdo, Publicidade, interatividade, Negócios, Google, Tecnologia


Muito tenho falado do YouTube por aqui. Talvez seja pelo fato de sempre haver algo relacionado a ele na mídia, sempre algo novo. E desta vez não é diferente. Foi anunciado ontem uma notícia bombástica: o YouTube irá permitir o upload de vídeos de até 1GB que, em média, resulta em um vídeo com uma duração em torno de 1h 38min.

A princípio, a funcionalidade estará disponível apenas para parceiros de conteúdo. Mas, não é difícil crer que logo será possível que qualquer um suba vídeos de longa duração. Mas, por traz de tudo isso, há quem diga que a Google só tomou essa decisão graças ao crescimento acelerado do HULU. O HULU é um site que disponibiliza filmes, séries e desenhos animados completos e gratuitos para residentes nos EUA.

É um site legal juridicamente falando, já que se trata de uma parceria com a NBC e a Fox o que, de certa forma, já lhe garante audiência e credibilidade. Ele já é um dos 10 sites de vídeos com mais audiência nos EUA. O site é sustentado através de um modelo de publicidade online. Pois bem, o que isso tudo tem a nos dizer? Que impacto isso traz para a TV e para a Internet?


HULU.com: Crescimento acelerado faz Google pensar em novas alternativas para incrementar seus ganhos com publicidade em vídeos

Para a Internet é fácil. Como já prevíamos, não só a publicidade está migrando para a TV (na Inglaterra, por exemplo, está previsto que o investimento em Internet irá ultrapassar, ainda este ano, os investimentos em publicidade na TV!), mas também o conteúdo. O HULU já exibe muitos dos programas de grande audiência da TV. No HULU você pode assistir os programas quando quer, quantas vezes quiser.

Logicamente a Google não ficaria só olhando tudo isso, permitindo apenas a exibição de vídeos de curta duração e de difícil monetização. Agora, a estratégia é não ficar atrás do HULU, que já segue uma tendência. Com a exibição de programas maiores e de grande audiência, adotar modelos de publicidade mais eficazes torna-se uma tarefa muito mais fácil, já que o usuário ficará mais tempo assistindo aos vídeos.

Não estou falando dos velhos comerciais de 30 segundos, apesar de acreditar que esse formato ainda terá chance através destes portais. No entanto, acredito que o formato que mais trará resultados será aquele que utilizar a interatividade (recurso implementado pelo Google no YouTube há poucos dias) de forma inteligente, permitindo que usuários possam comprar roupas, eletrodomésticos ou qualquer objeto que apareça na tela, já que agora é possível criar links dentro dos vídeos apontando para outros endereços.

E a TV? Bem, principalmente na Europa, os investimentos em propaganda na televisão estão tendo um decréscimo acentuado. No Brasil e no resto do mundo, tende a acontecer o mesmo, mas de forma mais lenta. Novamente, com todos esses acontecimentos, não há como negar: A Internet é a mídia não só do momento, mas está começando a se transformar na principal mídia do mercado. Que assim seja.

Product Placement em “Iron Man”

Publicado por Rodrigo Cunha em 05 Mai 2008 | sob: Cinema, Tendências, Publicidade, Negócios


Com a estréia mundial neste último final de semana do filme Iron Man, estrelado pelo ótimo Robert Downey Jr., fica ainda mais evidente que táticas de Product Placement estão gerando resultados cada vez mais positivos para anunciantes.

O filme do invencível herói da Marvel, que contou com um investimento estimado em 150 milhões de dólares para a produção e mais 75 milhões em marketing, apresenta pelo menos, dois exemplos claros de uso de Product Placement.

Além da divulgação do filme, que por sinal está sendo muito bem realizada, podemos visualizar, dentro do filme, um AUDI R8, que “coincidentemente” estava em exibição no Shopping Iguatemi no mesmo final de semana de estréia do filme. Um celular modelo LG Shine, todo personalizado para o filme, que muito provavelmente está sendo comercializado em edição limitada, também pode ser visto em Iron Man.

A inserção dos dois produtos foi muito bem sucedida em termos contextuais, uma vez que o Audi é o veículo do herói e o celular da LG entra em cena quando o personagem faz uso do mesmo.

Temos presenciado cada vez mais produtos elaborados especialmente para filmes. Este esforço se dá no sentido de adequar o produto através da melhor maneira possível ao roteiro e produção do filme, fazendo com que os resultados deste tipo de ação, que vem crescendo cada vez mais, tenha resultados cada vez mais melhores.

O PRODUCT PLACEMENT contextual e relevante gera excelentes resultados

Publicado por Rodrigo Cunha em 01 Abr 2008 | sob: Cinema, Tendências, Conteúdo, Publicidade, Negócios

juno

Devido a mudança no cenário dos investimentos em Publicidade em todo o mundo graças ao advento das mídias online e de novos modelos como o TiVo, as ações devem se adequar ao contexto da vasta quantidade de conteúdo ofertada aos espectadores. Mais do que isso, elas precisam se tornar conteúdo.

Anunciantes não estão mais alcançando os resultados antes obtidos com a mídia em TV por diversos motivos. O fato de os jovens preferirem Internet a TV, tem deslocado grande parte da audiência para aquele canal. Não obstante, o TiVo, dispositivo que permite a gravação de programas e, inclusive, pular os comerciais, também vem contribuindo para que os resultados obtidos pelos anunciantes na mídia tradicional, não sejam tão satisfatórios como nos velhos tempos.

A publicidade, aos poucos, vem se adaptando a este contexto e intensificando ações que fazem parte do conteúdo de programas e filmes. Este tipo de ação é denominada PRODUCT PLACEMENT. Algumas empresas já vem se destacando com estas ações, como a Nokia, que vem produzindo ações bastante relevantes neste cenário, onde seus cases podem inclusive, ser adotados para benchmarking.


Um dos cases mais famosos veio do filme Náufrago, estrelado por Tom Hanks. Alguém consegue esquecer da bola de vôley chamada Wilson, que por sinal era realmente a marca da bola?

Estas ações de PRODUCT PLACEMENT vêm gerando resultados bastante interessantes para os anunciantes. Abaixo, citaremos alguns deles:


REESE’S PIECES
- A bala estilo M&M’s de amendoim, foi incluída no roteiro de forma contextual no filme E.T., onde o protagonista deixa um rastro de balas no chão, para que o alienígena o siga.

Resultados: logo após a estréia do filme, a Reese’s Pieces teve um incremento de 80% em suas vendas.

JUNO: Telefone-Hamburguer - Assim que o filme fez sua estréia nos EUA, em dezembro de 2007, os telefones de hambúrguer viraram mania no eBay. Ao falar no telefone, Juno utilizava a frase “desculpa não estou ouvindo direito. Estou no meu hamburguerfone”.

Resultados: As vendas do aparelho esquisito subiram 759%. Só no mês de dezembro (inicialmente o filme estreou em poucos cinemas e, próximo ao Natal, passou a ser exibido em várias salas) foram vendidos 773 aparelhos!

SIDEWAYS - No filme, a uva “pinot noir” foi bastante mencionada, principalmente no que se refere a suas qualidades.

Resultados: As vendas da uva aumentaram em 22% nos EUA. Uma marca de vinho, Blackstone Pinot Noir, teve um aumento de 150% em suas vendas. Como se não bastasse, o filme fez aumentar o turismo na região do vinho, na Califórnia. O restaurante Hitching Post, que também aparece no filme, viu seu negócio crescer em 30%.

Como podemos ver, ações de PRODUCT PLACEMENT bem planejadas e implementadas em roteiros de forma contextual e relevante, tendem a gerar ótimos resultados. Quando este tipo de ação é bem planejada e executada, o famoso “merchan”, tende a passar desapercebido, ou até mesmo, chega a ser admirado pela forma como foi executado.

Afinal, quem consegue esquecer da bola de vôley chamada de Wilson [que por sinal era realmente a marca da bola] por Tom Hanks, no filme Náufrago?

Este tipo de propaganda vem crescendo cada vez mais não somente no cinema, como também em séries e shows de TV. E o PRODUCT PLACEMENT voltado para conteúdo adulto? . Não seria surpresa se ele começasse a ser veiculado dentro deste tipo de conteúdo. Tudo é sempre uma questão de contextualização.

Um projeto bem elaborado e implementado pode trazer grandes resultados.

Para mais informações, envie um e-mail para rodrigo@trendhunter.com.br ou entre em contato através do telefone (11) 2175-2967.

Crowd Gaming - cinema, game e muita interatividade

Publicado por Jonathan Benarrós em 30 Out 2007 | sob: Games, Cinema, Publicidade, interatividade

movie - movie

A interatividade chegou aos cinemas muito mais envolvente. Depois de ações com bluetooth agora a novidade é o Crowd Gaming. Nesta novidade basta usar os braços para se divertir antes da principal diversão, o filme. A tecnologia é parecida com a do Wii, um sensor de movimentos nas salas de cinema permiti que todos os espectadores joguem juntos um game na grande tela do cinema, usando seus corpos como um joystick.

O portal de notícias MSNBC.com foi quem inaugurou nos EUA este novo formato publicitário. Inspirado no clássico “Breakout” do Atari, foi criado o “Newsbreaker”, um jogo onde as pessoas das salas de cinema têem que trabalhar em equipe para quebrar a parede de tijolos que contem as notícias em tempo real do MSNBC.com. A movimentação coletiva dos corpos para esquerda e para a direita determina a posição da plataforma que joga a bolinha em direção dos tijolos. A idéia foi um sucesso.

Quem também fez uso desta novidade foi a marca sueca Volvo que apresentou ao público o novo carro XC70 nos cinemas da Inglaterra. Desta vez os espectadores eram convidados a mexer seus braços para controlar a direção do carro. O objetivo do jogo era driblar os obstáculos, pegar itens e ganhar pontos. Até aí um jogo normal. O interessante foi a disputa entre 12 cidades que jogavam simultaneamente e que podiam acompanhar o placar com a pontuação de cada uma em tempo real.

O “Crowd Gaming” estimula uma interação coletiva e cria uma experiência de entretenimento que envolve os espectadores com a marca. As primeiras experiêcias com o advergame “Newsbreaker” geraram muito entusiasmo entre os participantes e um recall de 73% para a marca MSNBC.com. Será que é esse caminho que o formato para cinema está caminhando? Só sei que me deu vontade de jogar.

Veja os vídeos das duas campanhas:

Novo sistema de locação de filmes também no Brasil

Publicado por Jonathan Benarrós em 27 Set 2007 | sob: Cinema

netflix - netflix

Sistemas de locação de filmes já estão mudando a sua postura diante a pirataria e a facilidade de encontrar filmes disponíveis para downloads na internet.

Desde 1999, a norte-americana Netflix revolucionou a locação de DVDs nos Estados Unidos conquistando mais de 4 milhões de assinantes. Isso porque ela permite que você pode alugue DVDs em casa por tempo indeterminado e sem multa.

Aqui no Brasil já existem a NetMovies, Pipoca Online e a Videoflix, que funcionam com o mesmo sistema de locação. O usuário paga uma taxa mensal e por meio de pedidos pela internet, os DVDs são entregues por portadores na residência do cliente, sem cobrança de taxas de entrega e com o direito de ficar com o filme quanto tempo quiser, isento de multas por atraso.

A NetMovies traz ainda alguns diferenciais do sistema das locadoras comuns, como por exemplo, se o cliente não encontra o DVD desejado no site, pode comunicar a locadora, que providenciará o título, desde que esteja disponível no mercado brasileiro.

A grande cadeia BlockBuster está tendo que se adaptar a este modelo e começa a seguir a mesma idéia, flexibilizando as entregas dos filmes e abrindo novos planos de pagamento. E de olho no futuro, a mesma empresa está negociando a venda de download de filmes, cujo faturamento deve alcançar 1 bilhão de dólares no ano de 2009, segundo o presidente-executivo da companhia norte-americana, John Antioco. Os empecilhos para o sistema são a dificuldade de montagem de acervo com filmes de alta definição e baixa velocidade da Internet banda larga, que ainda atinge a maioria da população em que a locadora atua.

Segundo a consultoria Adams Media Research, em 2006 foram gastos nos Estados Unidos cerca de 28 milhões de dólares entre compra, aluguel e assinatura de serviços de vídeo pela internet. A projeção para este ano é que esse valor quintuplique. Em 2011, deverá chegar à casa dos 3 bilhões de dólares. O número parece baixo se comparado aos 16,5 bilhões de dólares que se faturou com os DVDs nos Estados Unidos no ano passado, mas a tendência a médio prazo é que essa vendagem fique estagnada.

Mas será que com programas P2P, TV digital, bons programas de compressão de DVD como o DivX e Xvid e a alta velocidade de banda larga, este novo sistema tende acabar? É uma ideia que deu certo nos EUA e está começando no Brasil, mas não se pode fechar os olhos para essas constantes e grandes transformações. Essa história ainda dará um filme.