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O Patrocínio de Downloads como Alternativa de Publicidade

Publicado por Rodrigo Cunha em 28 Jul 2008 | sob: Tendências, internet, Publicidade, música, Tecnologia

O aumento de empresas desejando não apenas soar “cool”, mas que estão percebendo a importância de atingir um target que está cada vez mais “na” Internet, vem resultando em ações cada vez mais ousadas na rede. A Novidade desta vez vem da Volkswagem.

A empresa está patrocinando por 3 meses o download gratuito do novo álbum da banda Cansei de Ser Sexy, entitulado “Donkey”. A tentativa parece ser fazer a marca VW soar mais jovem e cool, já que a banda CSS (Cansei de Ser Sexy, para os não íntimos) é frequentemente ligada a este público.

A busca de um modelo que torne o download de músicas “gratuito” continua. Mas, o download patrocinado vem, cada vez mais, aparecendo como uma alternativa viável a ser considerada, principalmente quando certo artista/banda possui identidade forte, como a banda Cansei de Ser Sexy.

Radiohead: máquina geradora de BUZZ

Publicado por Rodrigo Cunha em 03 Abr 2008 | sob: Tendências, internet, música

Aconteceu mais uma vez. O Radiohead está ficando conhecido não apenas pela sua criatividade em suas composições. Parece que agora, Mr. Yorke resolveu também ser criativo ao bolar estratégias de divulgação para seus singles. Não me recordo de outra banda que usasse de tanta interação com o público como o Radiohead.

Há bandas que possuem um forte canal offline, recheando seus fãs com lançamentos de DVDs de shows, autobiografias, raridades e todo tipo de mimo que um verdadeiro fã merece. Mas bandas com um canal online tão forte como o Radiohead vem criando, não me recordo agora. Se você quer citar uma que faça frente a eles, sinta-se a vontade para fazer uso dos ‘Comentários’.

Por exemplo, Madonna. Ela lançará seu novo disco, intitulado ‘Hard Candy’, primeiramente em celulares. Madonna sempre foi antenada. Ela percebe tendências. Não apenas tendências relacionadas a tecnologia, esse tipo de tendência que estamos sempre acostumados a ouvir.

Madonna sempre soube para onde a indústria da música está caminhando, que tipo de som vem por aí. Não tenho dúvidas de que a iniciativa de lançar seu disco primeiramente em celulares irá reafirmar sua imagem ‘antenada’.

Pois bem, voltemos ao Radiohead, que é o propósito deste artigo. A banda acabou de largar mais uma bomba no mercado. É bem verdade que esta bomba não causará o mesmo impacto daquela primeira, onde os usuários decidiam quanto iam pagar pelas músicas do ótimo álbum ‘In Rainbows’.


Desta vez, o Radiohead, através do site http://radioheadremix.com/, que inclusive possui layout bastante semelhante ao anterior, está incentivando os fãs a criarem remixes para o novo single da banda, a ótima ‘Nude’. Para tal, a banda está vendendo no iTunes alguns ’stems’, que nada mais são do que arquivos separados, contendo os instrumentos utilizados na música separadamente.

Através destes arquivos, os fãs poderão criar seus remixes. É o movimento FREELOVE em ação. Primeiramente deixaram que os fãs decidissem pagar ou baixar gratuitamente as músicas do álbum “In Rainbows”. Ganham muita publicidade com isso. Depois, cobram por arquivos que possibilitam a criação de remixes. Primeiro o gratuito, a experiência. Depois a cobrança pelo extra.

Mas, o pulo do gato vem agora. Certamente, só o fato de o Radiohead estimular a participação dos fãs nos remixes, já está causando barulho. Mas, o que realmente irá contribuir para que o buzz seja ainda maior, é o fato de a banda já disponibilizar no site o Widget para que os fãs os incluam em seu perfil no Facebook, MySpace ou em seus blogs, para que possam pedir votos aqueles que frequentam seus perfis ou blogs.

A banda irá ouvir os remixes mais bem votados. Certamente, o melhor deles deverá ganhar destaque e ser executado em todo o mundo. Aí está uma oportunidade não apenas para DJ’s, mas para todos aqueles que gostam de arriscar.

Já é certo que, de agora em diante, artistas farão uso com muita intensidade deste tipo de canal. O Radiohead, desde que largou a primeira bomba no ano passado, já vem inspirando muita gente. Muitos não concordaram e, inclusive, até duvidaram de que a banda tenha obtido algum lucro com aquela estratégia.

A banda diz ter arrecadado uma boa quantia. Que este é o caminho, não há duvidas. Também não há duvidas que a publicidade móvel definitivamente irá tomar este caminho, fazendo principalmente o uso de estratégias cada vez mais inovadoras e ousadas. O grande problema tem sido a falta de padrões. Ninguém ainda sabe ao certo como as coisas funcionam. Mas já há muita gente arriscando e acertando em cheio.

Madonna, certamente você, além de atingir uma grande parte de seu público, ainda contará com uma divulgação extra, somente pelo fato de estar tomando a iniciativa de lançar seu disco antes, via celular. Radiohead, muito provavelmente, vocês serão lembrados não somente pelas músicas que fazem, embora elas bastem para fazer parte da história. Serão lembrados por mostrar e encorajar a indústria, de uma forma geral, a pensar em novos modelos para seus negócios, sejam eles online ou offline.

Com a chegada da tecnologia 3G, WiMax e outras novidades que já começam a surgir no horizonte, muita coisa ainda há de mudar. Afinal, a única coisa que não muda é que o mundo está sempre em mudança. Esta é a única certeza que podemos ter. E, diante deste cenário, você acaba errando 100% dos chutes que não dá. Mas, como sempre, tudo ainda é só o começo.

Pague o que quiser

Publicado por Jonathan Benarrós em 15 Jan 2008 | sob: Tendências, Negócios, música

payasyouwish - payasyouwish

Em outubro do ano passado, a banda de rock Radiohead lançou uma nova etapa no negócio da música. Com o nome de peso do pop e com milhões de cópias vendidas na carreira, a banda disponibilizou o álbum In Rainbow pela internet ao preço que o fã ou qualquer interessado decidir.

O sétimo álbum da carreira do grupo foi recebido com espanto pela forma de levar a música ao ouvinte. A média que os fãs pagaram pelo disco é de 4 euros.O Radiohead pode ter faturado cerca de 10 milhões de dólares com os downloads.
Mas nem tudo era de graça. A banda vendeu um box com o disco no formato físico, um vinil duplo e um CD multimídia com sete faixas extras, letras, imagens e outros itens. O pacote ficava por 40 libras. Os fãs adoraram.

Especialistas no negócio da música dizem que há uma radicalização para os dois lados: o reconhecimento de que o valor da venda tradicional de um trabalho perdeu muito nos últimos seis anos e o lado da aproximação maior com os fãs, que estão dispostos a pagar uma quantia superior por versões diferenciadas dos discos. Oasis, Jamiroquai e Nine Inch Nails, já se inclinam a um modelo de comercialização parecido.

Mas a idéia de “pagar quanto quiser” já era praticada por alguns restaurantes no mundo. Na Áustria, o restaurante Der Wiener Deewan, convida seus clientes a pagarem o quanto quiserem pela refeição. O cardápio oferece cinco opções de pratos paquistaneses, sendo que três são vegetarianos e apenas o preço das bebidas é fixo. O restaurante diz que a maioria paga o preço justo pelo prato e não sofre tanto com os “aproveitadores”. Restaurantes como: Lentil As Anything, em Melborne; One World Café em Salt Lake City e SAME Café em Denver também adotaram este novo conceito de négocio.

A revista norte-americana Paste também quis testar a sua popularidade. Durante duas semanas, a publicação foi disponibilizada por um cadastro online para quem quisesse assinar a revista por um ano. O preço, desde que seja acima de US$ 1,00, foi aquele que cada um quisesse pagar. O pacote, além de 11 exemplares da revista, incluía também 11 CDs.

Esse conceito vai ser cada vez mais explorado em diversas áreas de negócios. É fato que deste modo nenhum produto ou serviço poderá ter qualidade baixa. Deste modo os consumidores sempre saem ganhando. Aqui no Brasil acho que poderia ser um pouco complicado aplicar este sistema, já que o brasileiro sempre quer tirar vantagem em tudo. Mas quem sabe seria o começo para mudar essa mentalidade. Quem vai querer apostar?